Por uma cultura corporativa resiliente em cibersegurança

MID lança guia com as orientações sobre como proteger a empresa e construir uma gestão eficiente de cibersegurança – em 2022, 86% das companhias em todo o mundo sofreram algum tipo de ataque.

Nossas preocupações mudam ao longo do tempo e acompanham, de certa forma, o próprio processo de transformação da sociedade. A mesma coisa acontece nas empresas, em que as prioridades e apostas de investimentos se adaptam ao momento e ao cenário nos quais estão inseridas. Um dos assuntos que exigem atenção pela velocidade das mudanças, independentemente do porte ou setor de atuação da companhia, é a segurança cibernética. Isso porque os ataques estão cada vez mais frequentes e diversificados, como mostram algumas pesquisas. No ano passado, 86% das organizações em todo o mundo sofreram algum tipo de ataque cibernético, segundo a sexta edição do Índice Global de Proteção de Dados (GDPI), encomendado pela Dell Technologies. Isso equivale a 10% a mais do que o registrado em 2021.

Dados de 2022 levantados pelo laboratório de inteligência e análise de ameaças da Fortinet, que desenvolve e comercializa software, produtos e serviços de cibersegurança, colocaram o Brasil como o segundo país mais atingido da América Latina, sendo alvo de mais de 103 bilhões de tentativas de ataques a empresas. Um dos alvos preocupantes são empresas dos mais variados segmentos da saúde, incluindo healtechs. O país ficou atrás do México (com 187 bilhões) e foi seguido por Colômbia (20 bilhões) e Peru (15,4 bilhões). Na comparação entre o último trimestre de 2022 e o anterior, o aumento foi de 61,7%: em outubro, novembro e dezembro foram 30,4 bilhões, contra 18,8 bilhões em julho, agosto e setembro.

Acesse o guia de cibersegurança

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O cenário continua crítico este ano. De acordo com a Salt Security, empresa de segurança especializada em APIs, só no primeiro trimestre de 2023, houve um aumento de 400% nos invasores exclusivos a APIs. E mais: 78% dos ataques vêm de usuários aparentemente legítimos, mas na verdade são invasores que alcançaram maliciosamente a autenticação adequada.

Isso quer dizer que entender e implementar as melhores práticas em cibersegurança podem, muitas vezes, definir ou não a continuidade de um negócio. Com o intuito de auxiliar as empresas a cuidar da questão e facilitar esse processo, o Movimento Inovação Digital (MID), com o apoio da Microsoft, Peck
Advogados, TozziniFreire e First Tech, lançou um Guia de Cibersegurança. O documento traz, em linguagem acessível e com depoimentos dos principais nomes do mercado, os cenários da segurança cibernética, os principais tipos de ataques, dicas de como se proteger e de como construir uma gestão eficiente de cibersegurança.

O anúncio do lançamento da publicação aconteceu durante a Assembleia Geral do MID, realizada na sede da Microsoft. O evento contou com a apresentação da agenda setorial e com painéis sobre Proteção de dados e cibersegurança.

Segurança é um assunto de todos

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“Trata-se de um expoente, uma referência em segurança cibernética, tema que, assim como a transformação digital, é um processo de melhoria contínua, sem começo, meio e fim”, afirmou Vitor Magnani, presidente do MID, na abertura do encontro.

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Na visão de Andrea Cerqueira, vice-presidente de vendas corporativas para clientes e startups na Microsoft Brasil, aos poucos, a cibersegurança está se tornando uma prioridade para as empresas brasileiras. “Hoje, não é um assunto apenas dos profissionais de tecnologia, mas do business como um todo”, disse. Segundo ela, as companhias precisam ter consciência de que falhas na cibersegurança trazem ameaças concretas aos negócios.

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“Dependendo do tamanho do ataque, a empresa não volta a operar. O investimento na área deve ser contínuo”, completou Nycholas Szucko, conselheiro do MID.

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A diretora de cibersegurança da Microsoft para a América Latina e Caribe, Vanessa Pádua, reforçou que a segurança é uma das prioridades da companhia. “Temos que estar preparados em três grandes áreas: pessoas, processos e tecnologia. Além disso, sempre olhamos os processos de segurança do ponto de vista das pessoas, em como podemos capacitá-las e trazer diversidade”.

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No entanto, apesar de todos os riscos, convencer o empresário a investir em segurança ainda continua sendo um desafio, já que não há uma norma que o obrigue a isso. “Nós, profissionais da área, temos a missão de falar com todos os setores da organização sobre a relevância do assunto”, afirmou Reginaldo Rodrigues, head de cibersegurança da First Tech.

Canal de diálogo

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A ideia do Guia de Cibersegurança é ajudar a minimizar as lacunas de conhecimento em várias áreas e níveis de compreensão nas empresas, permitindo que todos entendam e implementem as melhores práticas. “Além disso, abre-se um canal importante de diálogo, já que nem todos os assuntos de cibersegurança são óbvios”, disse Carla do Couto, sócia da TozziniFreire Advogados.

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De acordo com Leandro Bissoli, sócio da Peck Advogados, o Guia vem em uma boa hora para desmistificar algumas coisas. “Ele traz de maneira fácil a compreensão sobre o assunto, principalmente para o médio empresário que não conta com um time estruturado para falar de segurança da informação”.

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Guilherme Kato, CTO do dr. Consulta e líder do Comitê de Tecnologia do MID, ressaltou que uma das principais qualidades do documento é, justamente, a conscientização dos executivos sobre a importância do tema. “Avançamos bastante, mas ainda há muito o que fazer e espero que o guia seja um atalho para todos, pois precisamos preparar o time, estar resguardados”, concluiu.

Confira o conteúdo na íntegra no YouTube ou no nosso podcast

Essa e outras matérias você confere na edição de número 10 da revista Inovativos.

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