Noar Brasil: revolução do mercado com inovação olfativa e experiências multissensoriais

O mercado global de tecnologia imersiva, que inclui realidade virtual (VR) e aumentada (AR), estimado em USD 40.88 bilhões em 2024, deve apresentar um crescimento anual (CAGR) de 27,9% de 2025 a 2030, segundo relatórios da Grand View Research. A crescente demanda por experiências imersivas em setores como entretenimento, educação e saúde abre espaço para inovações que envolvam múltiplos sentidos, como o olfato. Nesse contexto, a Noar Brasil surge com um projeto inovador ao introduzir o “cheiro digital”, criando dispositivos que integram o olfato em experiências interativas e disruptivas.

A proposta da empresa é tornar o olfato um protagonista em ambientes digitais, criando experiências multissensoriais e cativantes. Segundo Cláudia Galvão, CEO e fundadora da Noar Brasil, esse conceito ganhou força com o pedido da Iniciativa Inter-Religiosa pelas Florestas Tropicais (IRI Brasil), apoiada pela ONU, para desenvolver um acessório que permitisse aos participantes da COP 28 em Dubai experimentarem os cheiros únicos da Floresta Amazônica.

Cláudia destaca que a missão com o projeto “cheiro digital” era criar uma conexão emocional profunda entre os participantes da COP 28 e a floresta, transformando a conscientização em engajamento ativo pela preservação. Com esse projeto, a Noar Brasil ficou entre os finalistas do Prêmio Inovativos 2024, na categoria Canais e Experiências para Conversão.


Inovação

De acordo com a CEO, o projeto ganhou forma a partir do convite da IRI Brasil e com o filme “Amazônia Viva”, já existente, dirigido por Estêvão Ciavatta. “O desafio era elevar a experiência 3D para uma imersão 4D, incorporando fragrâncias da floresta em óculos VR”, afirma.

Para o desenvolvimento do “cheiro digital”, a Noar Brasil criou uma proposta de protótipo impresso em 3D. Ainda segundo Cláudia, o acessório de cheiro digital para óculos VR deveria ser compatível com diferentes tipos de óculos, já que a IRI Brasil havia recebido modelos de diferentes marcas como doação.

A criação do protótipo envolveu:

Prototipagem ágil: A Noar desenvolveu e imprimiu em 3D protótipos de acessórios para óculos VR compatíveis com diversas marcas. A flexibilidade do processo permitiu ajustes rápidos, culminando em três reformulações antes da apresentação na COP 28.

Curadoria olfativa: Cheiros representativos da floresta foram selecionados com a ajuda da cacica Raquel Tupinambá, protagonista do filme “Amazônia Viva”. Elementos como madeiras, resinas e sementes foram recriados para proporcionar uma experiência autêntica e emocionante.

Aperfeiçoamento contínuo: Após a estréia na COP 28, melhorias no design reduziram o peso do acessório e aumentaram o conforto do usuário.


Resultados 

Conforme Cláudia, a apresentação na COP 28 não só cumpriu os objetivos da campanha de conscientização, como superou as expectativas. “O percentual de doações geradas pela experiência aumentou de 20% para 30%, destacando o impacto emocional da inovação.

Além disso, o projeto abriu novos horizontes, explorando usos em educação, terapias médicas e até no varejo”, celebra a executiva.


Parcerias estratégicas

Para Cláudia, a parceria com a IRI Brasil foi essencial para a realização do projeto. “Eles não apenas desafiaram a Noar a criar a solução, mas também forneceram o contexto ideal para demonstrar o potencial da tecnologia”, aponta.


Futuro

Atualmente, o acessório está disponível em formatos personalizados e a Noar está em fase de prospecção para escalar a produção. “A aplicação em áreas médicas já gerou projetos de pesquisa em instituições renomadas, explorando seu uso em diagnósticos e terapias.

O futuro vislumbra a ampliação da tecnologia para novas áreas, como educação e saúde, além de aprimoramentos contínuos no design e funcionalidades”, revela a CEO.


Prêmio Inovativos

De acordo com Cláudia, a Noar Brasil já obteve reconhecimento por suas inovações, sendo premiada em edições anteriores do Prêmio Inovativos. “A conquista do prêmio reafirma a relevância da empresa no ecossistema de inovação, destacando a importância de iniciativas que fomentam conexões estratégicas e estimulam a transformação digital no Brasil. Para a Noar, o prêmio representa mais do que reconhecimento: é um incentivo para continuar inovando e expandindo os limites do que é possível no campo das tecnologias sensoriais”, finaliza.