
A Caixa Econômica Federal enfrentava um problema, proporcionar um ambiente seguro e controlado para o desenvolvimento e testes de produtos, serviços e processos inovadores, de maneira que minimizasse os riscos para as operações e clientes. Para resolver essa questão, o banco brasileiro criou a Sandbox CAIXA, um ambiente de experimentação que permite aos colaboradores da Caixa Econômica transformarem ideias em experimentos estruturados.
Com esse projeto, a Caixa Econômica ficou entre os finalistas do Prêmio Inovativos 2024, na categoria Capacitação Digital.

De acordo com Lucas Santana, Gerente de Clientes e Negócios (GN) na Gerência Nacional de Inovação da Caixa Econômica Federal, antes da implementação da Sandbox CAIXA, as iniciativas de experimentação eram limitadas pela falta de infraestrutura adequada, e não havia um fluxo bem definido que permitisse testar ideias de forma estruturada e eficaz.
Inovação
Segundo Lucas, a solução começou a tomar forma com a criação de um espaço que atendesse à necessidade de experimentação alinhada aos objetivos estratégicos da Caixa Econômica.
“Foi desenvolvido um framework de experimentação com três fases principais: Discovery, para a descoberta de ideias inovadoras; Delivery, onde são desenvolvidos protótipos e conceitos; e Aceleração, que impulsiona os projetos promissores para etapas avançadas. Além disso, a implementação envolveu a estruturação de uma governança robusta e a instalação de uma infraestrutura que garantisse o suporte necessário para os experimentos.”, explica.
Resultados imediatos e amadurecimento
Ainda segundo Santana, a introdução do Sandbox CAIXA trouxe resultados significativos desde o início. “Durante uma chamada interna, foram cadastrados 73 experimentos, dos quais dez avançaram para a etapa final, com previsão de premiação e encerramento em 7 de fevereiro de 2025”, afirma.
Ao mesmo tempo, o conceito precisou de amadurecimento, e a aceitação de falhas como parte do processo foi essencial para o sucesso. “O ambiente controlado permitiu que os erros fossem tratados como oportunidades de aprendizado, resultando em ajustes e melhorias contínuas”, detalha o gerente de GN da Caixa Econômica.
Atualmente, o Sandbox CAIXA já apresenta resultados expressivos. “O teste piloto, realizado por meio da chamada interna, mostrou o potencial do framework de experimentação. Os 73 experimentos inscritos e os dez que chegaram à etapa final demonstram a eficácia do modelo”, celebra Lucas.
Com base no aprendizado adquirido, o Sandbox passará por uma revisão em sua governança e sistemática, visando aprimorar ainda mais a abordagem para novos experimentos programados para 2025.
Parcerias estratégicas
O projeto contou com o suporte da Match it, que forneceu uma ferramenta de inteligência artificial para estruturar e selecionar experimentos de forma escalável. Essa parceria foi fundamental para organizar o processo e garantir que as iniciativas mais promissoras fossem priorizadas.
“O futuro do Sandbox CAIXA é promissor”, garante Lucas. O objetivo principal é expandir sua utilização para toda a empresa, que soma cerca de 87 mil colaboradores, tornando-o parte integrante da cultura organizacional. “A meta é que os colaboradores utilizem o ambiente de forma espontânea e recorrente, sem depender de convocações formais. Essa mudança cultural será essencial para consolidar a cultura de experimentação na Caixa Econômica, criando um ambiente onde a inovação seja constante e integrada ao dia a dia da organização”, detalha o gerente de GN.
Prêmio Inovativos
Para o gerente de GN da Caixa Econômica, receber o Prêmio Inovativos é uma conquista importante para a empresa. “Esse reconhecimento valida nossos esforços de inovação, destaca a relevância do Sandbox CAIXA, que é um um passo importante rumo à criação de um ambiente de inovação sustentável, alinhado às necessidades do mercado e de seus clientes. Além disso, o prêmio fortalece as conexões com parceiros e inspira novas iniciativas, reforçando nosso compromisso com a transformação e o futuro”, finaliza.
