iXC: Um ano de pix: o que mudou nas empresas e na vida do consumidor

Innovation Xperience 3

Esta semana, o PIX comemorou um ano de existência e os recentes superlativos números ajudam a entender o sucesso dessa iniciativa inovadora encabeçada pelo Banco Central do Brasil.

 

Até o fim de outubro, segundo os dados mais recentes do BC, o Pix tinha 348,1 milhões de chaves cadastradas por 112,65 milhões de usuários. Desse total, 105,24 milhões são pessoas físicas e 7,41 milhões de pessoas jurídicas.

 

Além disso, em um ano de funcionamento, o volume de transações pelo Pix deu um salto. Em outubro, o sistema de pagamentos instantâneos movimentou R$ 502 bilhões, contra R$ 25,1 bilhões liquidados em novembro do ano passado. Segundo o Banco Central, 75% das transações do Pix em outubro ocorreram entre pessoas físicas, contra 87% no primeiro mês de funcionamento. Os pagamentos de pessoa física para empresa saltaram de 5% para 16% no mesmo período.

 

O sucesso é inegável, porém os números não contam uma outra história: a revolução (ainda em curso) nas rotinas de transação entre empresas (B2B) e entre companhias e o consumidor final (B2C).

 

Transformação digital

 

Uma dessas histórias é que o conceito por trás do Pix surgiu há muitos anos e logo após a constatação de uma necessidade do consumidor: o pagamento faz parte da jornada do cliente e, como tal, deve tão fácil quanto escolher uma roupa em um e-commerce. Além disso, o consumidor precisa enxergar valor na tecnologia. Felizmente, tudo aconteceu com o pagamento instantâneo.

 

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“Os pagamentos digitais, lógico, são fundamentais. É o final de uma jornada de um cliente. Se você consegue efetuar o pagamento, finalizar e o processo não tem dispersão, ele é aceito pelo consumidor. Mas existe uma questão importante: é preciso transformar o próprio consumidor. Tudo isso precisa ser efetivo e ter uma boa experiência por trás”, afirma Gustavo Chapchap, CMO da JET.

 

 

Para Eduardo Silva, diretor comercial na E-Crown, o meio de pagamento também faz parte de uma experiência omnicanal. Até por esse motivo, é preciso entender onde será o momento correto da compra do produto.

 

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“Hoje o pagamento é intensamente parte dessa experiência do usuário porque quando você pensa em omnichannel, o cliente passa no shopping, vê o produto em um quiosque e decide comprar o produto no smartphone e pedir para entregar em casa. Veja: se o meio de pagamento não estiver presente em qualquer lugar, perde-se a venda”

 

Compra instantânea: o valor do PIX

 

O PIX é capaz de atender a todas essas exigências apontadas pelos especialistas.

 

Para o consumidor, além de uma opção de pagamento ou serviço ágil, ela oferece uma experiência inovadora e que rapidamente foi incorporada pelo consumidor. Além disso, o brasileiro notou que o pagamento instantâneo representou uma vantagem na hora de adquirir um produto: ao menos por enquanto, existem lojas que estimulam o seu uso por meio de concessão d descontos.

 

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Já para o comércio, a velocidade na compensação tem ajudado os negócios, ainda mais na pandemia. Se em outras formas de pagamento a compensação pode demorar até dois meses, no PIX o recebimento dura no máximo 30 minutos. Segundo Eduardo Oliveira, CEO da F1-Commerce, estima-se que 90% das transações são de pagamento futuro ou geram uma duplicata (um título de crédito).

 

“Eu entendo que essa movimentação da omnicanalidade e da transformação de pagamento é menos tecnológica e muito mais comportamental”.

 

Temos que entender que esse fornecedor é um consumidor como qualquer outro. Ele compra um tênis, geladeira e um televisor com o PIX e deseja a mesma experiência na vida profissional. Então, iniciativas como o PIX, que não víamos como um canal aderente ao B2B, ele tem sido altamente estimulado”, explica.

 

O varejo moda de luxo é um exemplo de como o PIX vem mudando alguns comportamentos empresariais. Ela aprimorou algo que os especialistas definem como “compra por impulso”.

 

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“Quando a gente pensa em pagamento no mercado de vestuário, no mercado de luxo, temos um atrito na questão do valor. Para esse segmento, a compra é um momento crucial e, até por esse motivo, a experiência de pagamento precisa ser incrível para que ele não pense muito. É o que chamamos de compra de impulso. O cliente precisa estar confortável na hora de transacionar”.

 

“Com o PIX, houve uma mudança importante. Na emissão do boleto, isso poderia representar um momento de reflexão na vida do consumidor ou ele pensaria antes de pagar. No pagamento instantâneo, isso é resolvido imediatamente”, explica Caroline Martin, CEO e co-founder da E-thinkers.

 

E o que vai acontecer no futuro?

 

O Pix vai se desenvolver e ganhar novas funcionalidades. Os mais recentes são o Pix Saque e o Pix Troco.

 

No Pix Saque, qualquer estabelecimento comercial cadastrado poderia ser uma ATMs e, assim, o consumidor poderia sacar o dinheiro em espécie. No Pix Troco, a dinâmica é praticamente idêntica. A diferença é que o saque de recursos em espécie pode ser realizado durante o pagamento de uma compra ao estabelecimento. Nesse caso, o Pix é feito pelo valor total (compra + saque).

 

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“Vemos uma grande adesão da tecnologia, talvez ajudada pelo evento COVID-19. Isso foi positivo para a indústria de meios de pagamento. A alta adesão pavimentou os trilhos para que tenhamos outras inovações, tais como colocar crédito e fazer com que esse produto seja ainda mais utilizado”.

 

“Independentemente do modelo, seja ele B2B ou B2C, a questão da instantaneidade é uma questão que interessa e está ajudando tanto o varejista quanto a experiência do cliente”, explica Gabriel Moura, Business Development na Zoop.

 

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Com o tempo, o PIX vai perder a euforia como novidade e vai se transformar em uma comodity dentro de uma jornada de compra. E isso também será importante para o futuro da tecnologia, segundo explica Carlos Oliveira, fintech board member da Bossa Nova Investimentos define como “pagamento invisível”, porém indispensável.

 

“Ou seja, é quando o cliente não precisa ver exatamente como aquilo está se liquidando, pois ela representa sempre uma experiência sem fricção. Por outro lado, não ter isso será ruim para o negócio”

 

“O que as empresas precisam entender é que todas estão concorrendo pelo mesmo pote de dinheiro. Ao mesmo tempo que eu posso comprar uma roupa, eu posso mudar a prioridade e lembrar que preciso pagar a rematrícula do meu filho. Empresas tem a missão de entender que a tecnologia é o motor da mudança, mas é o consumidor que está no comando. Precisamos nos colocar no lugar dele e entender se jornada está andando de forma consistente para consigamos estimular a primeira compra, a recompra ou ainda transformá-lo em um influenciador da marca”, conclui Gustavo.

 

Assista à apresentação na íntegra abaixo:

Se preferir, escute o Spotify Podcast aqui.

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